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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Enquanto isso, no Rio de Janeiro… (Fluminense)

Se o mar não está para peixe no Flamengo, o Fluminense vive  em estado de calmaria máxima. Terceiro colocado na tabela de classificação, uma base bem montada por Muricy Ramalho e reforços pontuais chegando.16sheik280195_MM(1)

Emerson, o Sheik, ex-Fla, chegou com pompa. Sua passagem pelo rubro-negro, em 2009, foi curta, mas deixou saudades no torcedor. O atacante sempre deixou claro que sua preferência era voltar ao clube de coração, mas o Flu – e a Unimed – investiram pesado em sua contratação. Emerson será um ótimo parceiro para Fred no ataque tricolor.

Por falar em Fred, o atacante vem sendo outro motivo de vitória. É cobiçado por clubes italianos, mas parece focado em ajudar a equipe a fazer uma boa campanha com Muricy no comando. Não deve sair agora.get

Para reforçar o setor defensivo, o Fluminense foi atrás e trouxe o volante colombiano Valencia, que estava no Atlético Paranaense há um bom tempo. O nome agrada. Sabe fazer bem a cobertura aos defensores, tem bom desarme e senso de marcação. Melhor que Diguinho e Diogo. Será titular.

Deco é outro que está prontinho para reforçar o Fluminense. Pelo que se noticia – e o jogador afirma, está com um pé e quatro dedos nas Laranjeiras, dependendo apenas de uma liberação do Chelsea. deco_ap_30 Espero estar enganado, mas pelo atual momento do meia e a montanha de dinheiro envolvida, não sei se é um investimento válido. A qualidade de Deco é indiscutível, mas o jogador precisa voltar a se concentrar apenas em seu futebol, como nos tempos de Porto e Barcelona.

Dos quatro cariocas, o Fluminense é o que está em melhor momento, tanto em campo quanto nos bastidores. Resta saber se conseguirá manter seu mar calmo depois da Copa.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Enquanto isso, no Rio de Janeiro… (Flamengo)

Período de Copa do Mundo é sempre complicado voltar o foco para outros assuntos. Deixar trabalhos da faculdade pendentes, aquela reunião remarcada, um almoço de família que você dá uma desculpa… Tudo goleiro-bruno-com-cara-de-poucos-amigos-no-treinamento-do-flamengo-1276715333775_615x300em prol da rara oportunidade de assistir uma partida do Mundial.

Mas o mundo da bola não para. Por aqui, dirigentes aproveitam esse período de inatividade para reforçar suas equipes, visando a volta do Brasileirão.

O Flamengo, por exemplo, está cercado de problemas. Venda de Adriano para a Roma, a dificuldade em manter Vágner Love, o goleiro – e capitão – Bruno envolvido em um misterioso caso de polícia… De contratados, apenas Val Baiano e Correa. O primeiro valbaiano_rep tem faro de gol, mas não está no nível do Flamengo. Fanfarrão e sempre fora de forma, foi dispensado do Monterrey. N omáximo um bom reserva. Já o volante Correa tem seu valor. Bom lançamento, chutes e faltas precisas… Mas precisa mostrar a regularidade que não teve em sua passagem pelo Galo.

O Flamengo precisa de mais reforços. Tirando a lateral-direita, todas as posições aguardam novas peças. A zaga e o ataque então… E já estamos nas quartas-de-final da Copa do Mundo. Zico e sua trupe precisam trabalhar com urgência e serenidade. A volta do Brasileirão já está aí…

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ainda não é a hora de Neymar

Como todos que me seguem e convivem comigo sabem, estou estagiando com Lédio Carmona há quatro meses. Entre tantos  aprendizados que tenho por lá, destaco um nesse momento: analisar, através dos comentários, como pensa a maioria das pessoas que nos visita – o que é um número considerável de pessoas, já que é um dos maiores blogs do país (momento merchan).neymar-santos-oeste-292

No texto que “dormiu” (como chamamos o último do dia, o que fica em cima) ontem, os comentários chamaram minha atenção. O post era sobre mais uma goleada do Santos (leia aqui), com direito a novo show de Neymar. Cinco gols e uma partida completa. Lógico que diante de mais uma atuação dessas, seria normal um ou outro pedir o garoto na seleção. O que me espantou é que está virando unanimidade.

Nunca tive pé atrás com esse time. É maravilhoso ver os garotos jogarem, um time repleto de craques, de jogadores habilidosíssimos e que aprenderam a jogar como uma equipe. Ninguém é fominha. A maioria dos gols vem de tabelas, jogadas trabalhadas, ensaiadas, contrariando o que seria normal em um time com média de idade tão baixa.

futebol tec Dunga

Mesmo com a contratação de Robinho, jogador de habilidade inegável e que chegou para comandar esse grupo, quem tem chamado atenção é mesmo Neymar. Joga demais. É mais completo do que Robinho era quando esse apareceu para o futebol no título de 2002. Naquele ano o craque era Diego. Robinho só deslanchou da final em diante. Neymar é cada vez mais unânime entre os fãs de futebol.

Por outro lado, não é a hora de Neymar na Seleção. Tenho um pé atrás quando a discussão é essa. Não só para agora. Aproveitando a comparação que fazem com Messi, digo que se assemelham em uma questão: precisam que o time rode em torno deles para que mostrem todo seu futebol. Neymar consegue isso na equipe armada pelo ótimo Dorival.

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Messi também conta com esse esquema no Barcelona. Os jogadores estão sempre se movimentando, invertendo o jogo, mantendo a posse de bola, mas a “mágica final” é do Pulga. Maradona se recusa a fazer isso na Seleção Argentina. Utiliza Messi com a mesma importância que Verón, Higuaín, Di Maria ou quem for. Resultado: Messi, pela seleção, não é nem sombra do jogador que encanta o Camp Nou e o mundo.

Reforço minha tese com base nas atuações de Neymar na sub 17. Claro, são coisas totalmente diferentes, mas o Mundial da Nigéria não faz tanto tempo assim. Foi em outubro de 2009, e a seleção com Neymar, P. Coutinho e Zezinho, tida como favorita, decepcionou e caiu na fase de grupos. Neymar só marcou um gol e foi a principal decepção da equipe. 20100205-neymar-brasil

Falei disso no twitter e retrucaram dizendo “Luccas, seu pensamento é coerente, mas qualquer coisa é melhor que Júlio Baptista, Josué e outros brucutus dunguisticos..”. Bem, seguindo esses mesmos aspectos, Júlio Baptista merece a vaga na seleção (essa é a hora que sou xingado). Sim, é reserva da Roma, mas sempre que foi acionado com a amarelinha foi decisivo. Sempre. Vamos usar a final da última Copa América, quando JB entrou como titular. Muitos torceram o nariz, mas o meia foi um dos melhores em campo naquela final contra a Argentina. Não precisa provar mais nada.

Josué, sim, merece estar fora da lista. Nunca correspondeu o que Dunga esperava dele. A única boa partida que vi dele foi na vitória contra o Uruguai nas Eliminatórias, no jogo que Luís Fabiano conquistou sua vaga como titular e não mais largou. E foi só. Mas Neymar não disputa posição com Josué. Para o lugar dele temos Lucas e Hernanes. Ou até mesmo um outro meia, já que Elano e Ramires, já garantidos para a África do Sul, também jogam na posição. Aí entraria Ronaldinho Gaúcho, Alex, Diego...peixeavalanche1-500x183

Neymar é atacante, disputa vaga entre os quatro do ataque. Luís Fabiano, Robinho e Nilmar já estão lá – merecidamente, diga-se de passagem. A outra vaga é de centroavante. Adriano? Ah, aí eu prefiro deixar com Dunga.

Para fechar, Neymar vai ter sua chance depois da Copa. Isso é certo. Que aproveite da melhor forma e me prove que merece ser titular da Seleção. Eu não duvido. Só não é a hora dele.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Demorou, mas chegou

Até os 31 minutos da primeira etapa, na partida entre Inter de Milão e Rubin Kazan, da Rússia, jornalistas preparavam na cabeça um texto diferente dos normais. Na ocasião, a Inter estava sendo eliminada por causa de um gol em outro jogo. Em cobrança de falta de Milevskyi, contando com a falha tosca de Valdés, o Dínamo de Kiev abria o placar no primeiro minuto, contra o Barcelona, na Ucrânia. Com o resultado, o time ucraniano passava para a fase seguinte da Champions League, mandando a Inter para a Liga Europa. Para piorar, o Rubin Kazan pressionava.

A partir deste minuto-chave, o roteiro começou a mudar. Após bela jogada de Zanetti pela esquerda, a bola sobrou para Balotelli que, em belo passe de calcanhar, deixou Eto’o em ótimas condições para encher o pé e marcar o primeiro. A zebra ainda rondava a rodada. Se o Dínamo, dos brasileiros Leandro Almeida, Betão e Gérson Magrão marcasse mais um, o Barça seria o gigante a dar tchau.

Só que o time catalão não deu sopa pro azar. Cinco minutos depois, aos 36, furou a retranca ucraniana com o que melhor sabe fazer: Envolver o time adversário com toques rápidos. A bola passou de pé em pé até chegar ao de Abidal. O francês deu bela assistência para Xavi empatar a partida.

No segundo tempo, as duas potências européias, com a classificação praticamente confirmada, disputavam o primeiro lugar do grupo. Aos 18, Balotelli, em potente cobrança de falta, marcou o segundo da Inter, que a deixava com a liderança, até o belo gol de Messi, também de falta, aos 41 minutos. No final, tudo foi como se esperava. Barcelona e Inter na próxima fase. Dois times tradicionais que, por isso, são sempre favoritos ao título. Mas a complicada classificação, em um grupo considerado fácil, liga o sinal de alerta no Camp Nou e no Giuseppe Meazza.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Bola dentro, bola fora…

O Vasco apresentou hoje seus dois primeiros reforços para a temporada 2010. Léo Gago, que estava no Avaí, e Élder Granja, ex-Sport.

Léo, de 26 anos, foi um dos destaques do Avaí na belíssima campanha do time na Série A do Brasileirão. O jogador que teve passagem por clubes paulistas e cearenses, até chegar ao clube catarinense, marcou 6 gols na temporada. Tem como característica o bom chute de fora da área e a facilidade na saída de jogo. Ótima contratação, cobiçada por outros grandes clubes.

Por outro lado, a chegada de Granja causa certo espanto e deixa boa parte da torcida com o pé atrás. O jogador se destacou pelo Inter, onde apareceu para o futebol, fez uma temporada razoável pelo Palmeiras, ano passado, e depois declinou. Muito mal no Galo e péssimo no Sport. Parecia desinteressado e fora de forma. Vamos ver como chega ao Vasco. Se quiser jogar, pode ser uma boa.

O que mais tem deixado a torcida impaciente é a escolha do novo técnico. O mercado, que já não é extenso, vai se fechando e as opções diminuindo. Antônio Carlos é péssimo. Não é hora de fazer laboratório. Celso Roth, dentre os que estão disponíveis, é o nome que mais me agrada. Fez milagre quando comandou o fraco time do Vasco, em 2007, e levou o Galo aonde poucos esperavam nessa temporada. Aguardamos os próximos capítulos…