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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

E o exemplo?


Preste atenção nas frases a seguir:



- Ele está na gaveta de alguém. Só dá para entender assim. Ele dar uma falta dessas (de Obina, no gol anulado). Ele deve estar fazendo favor a alguém. Não sei a que time, se quer tirar o time da Segunda Divisão. Ainda houve um pênalti vergonhoso no Danilo. O Sérgio Corrêa (presidente da Comissão Nacional de Arbitragem) não devia ter escalado esse vigarista, que vai para a Copa do Mundo. O cara assaltou o Palmeiras. É inacreditável.

- Estou dizendo que o Simon é safado, um sem vergonha e crápula.

- Adianta fazer protesto (à CBF)? A única coisa que pode se fazer é encher o cara de porrada depois de um assalto desse. O cara foi de má-fé. Ele já devia ter sido excluído do futebol.

- Ele fez de caso pensado (a anulação do gol de Obina). Eu que o encontre na rua, porque não tenho medo de ninguém. Tenho 67 anos e, se encontrar o Simon na rua, eu dou uns tapas no vagabundo.

As declarações destacadas poderiam vir de um torcedor, passional como só ele, que, com o desespero da anulação (absurda, vale destacar) do gol de Obina, do Palmeiras, na partida de ontem contra o Fluminense, perdeu as estribeiras e resolveu insultar o árbitro Carlos Eugênio Simon. Já não seria das atitudes mais cordiais.

Mas aí está o problema. As frases foram cuspidas pela boca de Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente e representante maior da instituição Sociedade Esportiva Palmeiras.

Belluzzo, desde o início de sua administração, se mostrou presente e torcedor. Em alguns jogos fora de casa, assistiu lado a lado com os torcedores na arquibancada. Nem por isso pode sair dizendo na imprensa o que bem entende sobre uma outra pessoa.

Até porque, não foi esse gol o culpado pela derrota palmeirense. O Fluminense foi superior boa parte do jogo, jogando com raça, aproveitando o apoio da sua torcida que lotou o Maracanã. Claro que o jogo seria outro, mas isso não justifica essa atitude deplorável.

O campeonato está na reta final e o Palmeiras piora a cada rodada. Mostra desinteresse e soberba. Enquanto isso, o que faz seu presidente? Ameaça árbitros... Fala sério!

G4 e título: Faltam 4 rodadas...


Analisando friamente a tabela e as próximas rodadas do Brasileirão 2009, podemos ver, evidentemente um equilíbrio sensacional, que nos garante emoção até o fim. Até o fim?

O São Paulo, líder com 59 pontos, pega Vitória em casa, Botafogo e Goiás fora e Sport em casa. O Palmeiras, vice com um ponto a menos, tem na sequência do campeonato o Sport, em casa, Grêmio, fora, Galo, em casa e, por último, Botafogo, fora. O Flamengo, desacreditado até pouco tempo, tem 57 pontos, e pega Náutico, Goiás, Corinthians e Grêmio, sendo o primeiro e o terceiro fora e os outros dois no Maracanã. O Galo, por sua vez, é quem tem a tabela mais complicada. Enfrenta Coxa, fora, Inter, em casa, Palmeiras, fora, Corinthians em casa.

O campeonato é um ponto de interrogação. Quem pontuar mais fora de casa, resultados considerados inesperados, terão mais chances de título. Acredito que a penúltima rodada será a mais decisiva. Palmeiras e Galo se enfrentam. Confronto direto. Ao mesmo tempo, Flamengo pega o Corinthians, sem mais motivação no campeonato, e o São Paulo, o Goiás no Serra Dourada. Se o time paulista vencer, terá uma mão e meia na taça.

Quanto ao G4, após o jogo de ontem, duvido da força do Atlético-MG. Por outro lado, o rival Cruzeiro mostra, nesse segunto turno, uma arrancada incrível, com algumas oscilações claro, mas que o botam como candidato ao G4. Além disso, a Raposa tem a tabela mais fácil entre os que brigam lá em cima. Grêmio, Atlético-PR, Coritiba e Santos, todos com pouca ou nenhuma ambição no campeonato,

E o Internacional? Ah, não convence ninguém...

Mais tarde analiso a briga, cada vez mais emocionante, no Z4.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Resenha: Bastardos Inglórios


Em mais um post da série OFF-topic: Trabalhos da faculdade, apresento-lhes a minha resenha sobre o mais novo filme de Quentin Tarantino, que estreia essa quinta, no Festival do Rio. Não sou especialista como meu parceiro Thiago Ortman, mas espero que vocês gostem.


Se você achava que todas as histórias e todos os filmes sobre a Segunda Guerra Mundial te deixariam com uma sensação de déjà vu, prepare-se. Em mais uma de suas super (e violentas) produções, Tarantino encanta ao público com um roteiro pra lá de inesperado, onde ficção se mistura e se separa da realidade com a mesma facilidade.


A trama começa na França, com a jovem judia Shossana (Mélanie Laurent) escapando da morte, após a ordem de fuzilamento de sua família pelo coronel nazista Hans Landa (em belíssima atuação de Christoph Watz). A menina consegue fugir, falsifica seus documentos e herda um belo cinema de seus tios em Paris.


Enquanto isso, um grupo de judeus, batizado pelos alemães de Os Bastardos, sob o comando de Aldo Rayne (Brad Pitt), aterroriza o exército nazista com emboscadas, causando a morte de vários soldados.


Do outro lado, o alto escalão nazista prepara a premiere de um documentário em homenagem à bravura de um soldado. Através de vários fatores, o local escolhido acaba sendo o cinema de Shossana, sedenta por vingança. Juntando isso com a organização d’Os Bastardos e a ajuda de uma atriz alemã como agente infiltrada, o cerco para cima de Hitler e seus comandados se fecha.


O filme prende a atenção do público de uma maneira que ignora as pirotecnias de Tarantino, apequenando-as perante o ótimo trabalho (principalmente o roteiro inovador) feito por ele. Com o final surpreendente, muitos saem pensando que às vezes seria bom ficção se misturar com realidade...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

É nossa! E agora?


Acaba de ser anunciada, em Copenhague, a escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olimpíadas de 2016. Com 66 votos contra 32 de Madrid,a cidade conquista a tão sonhada chance. Com isso, seremos o primeiro país a sediar os dois maiores eventos do esporte mundial em sequência.

Tudo bonito, tudo legal, mas a hora de começar a trabalhar é já. Tanto as Olimpíadas quanto a Copa do Mundo servirão para mostrar ao mundo que somos um país com economia ascendente e capaz de organizar eventos de grande porte (o Pan 2007, de médio porte, foi indiscutivelmente um sucesso).

A fiscalização, tanto na evolução das obras quanto nos desvio do dinheiro usado para as mesmas, será fortíssima. O que mais tem por aí é gente torcendo o nariz. Alguns pontos como transporte público e controle da violência ainda são nebulosíssimos.

De toda maneira, a hora é de festejar. Ganhamos por merecimento, com um trabalho sério e preciso de propaganda e mobilização popular. Que venha Rio2016!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Seis por meia dúzia


O Fluminense é lanterna do Brasileirão 2009. Se afunda cada vez mais e o torcedor começa a perder a esperança. Hoje, sua diretoria deu mais uma prova da má administração que faz no clube. Acredito que uma mudança era necessária. Renato era querido pelos jogadores, mas, sinceramente, pouco entende de treinos e táticas. É apenas um bom motivador, por falar a linguagem dos jogadores e conseguir incentivá-los, só que hoje isso não é tudo.


O time tricolor precisa de alguém que saiba motivar, fique ao lado dos jogadores, mas também entenda como armar o fraquíssimo time. E esse alguém definitivamente não é Cuca. Tecnicamente é ótimo, consegue tirar leite de pedra... Mas é péssimo na relação com os jogadores.


Há pouco mais de um mês, após ser demitido do Flamengo, o Globoesporte.com fez um dossiê com casos onde Cuca se botou acima dos jogadores, algumas vezes humilhando-os, dizendo que nunca conseguiria ser campeão com um ou outro jogador (e foi, mas não por méritos dele).


Definitivamente, não é isso que o Tricolor precisa hoje. Por que o tão endinheirado patrocinador não poupa o dinheiro com salários de jogadores que nunca jogam (caso de Leandro Amaral) e investe em um treinador de ponta? É o que todo torcedor do clube deseja saber...