Páginas

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Prêmio Craque do Brasileirão 2009: Favoritos

Acontece nessa noite, no Vivo Rio, o Prêmio Craque do Brasileirão, evento organizado pela CBF que elege os melhores jogadores da temporada, além de revelação, técnico, árbitro e o Craque da Galera. A cerimônia homenageará o capitão do Penta, Cafu e entregará a taça para os campeões das 4 divisões do futebol nacional.

Segue a lista dos finalistas. MEUS favoritos estão em negrito, com seus respectivos comentários.

Goleiro

Bruno (Flamengo); Marcos (Palmeiras); Victor (Grêmio)

Victor agarrou demais, mas Bruno tem uma fatia grande na conquista do título. Quando precisou, pegou pênaltis e salvou a equipe em jogos importantes. Marcos foi prejudicado  pela fraca defesa palmeirense.

Lateral-direito

Jonathan (Cruzeiro); Léo Moura (Flamengo); Vítor (Goiás)

Léo Moura não jogou no nível das outras temporadas. Vítor esteve bem enquanto o Goiás foi forte, mas acompanhou a queda do time. Já Jonathan fez um excelente campeonato, marcando gols importantes e ajudando o Cruzeiro a garantir sua vaga na Libertadores. É bom a Raposa abrir o olho e segurá-lo para a próxima temporada.

Zagueiro pela direita

André Dias (São Paulo); Chicão (Corinthians); Danilo (Palmeiras)

Subiu muito de produção nesse campeonato. Foi reserva de luxo durante alguns anos e soube aproveitar a oportunidade. Só tem que melhorar a cabeça. Assim como o Corinthians, Chicão esteve em clima de férias durante o Brasileirão. Danilo foi o único que se salvou na defesa do Palmeiras, o que não é muita coisa.

Zagueiro pela esquerda

Miranda (São Paulo); Réver (Grêmio); Ronaldo Angelim (Flamengo)

Miranda não manteve o nível de 2008, apesar de ter feito um 2009 razoável. Angelim foi importantíssimo na reta final, como no jogo de ontem, mas foi irregular e teve um início de campeonato ruim, entre a saída de Fábio Luciano e a chegada de Álvaro, além da séria lesão. Entre os 3, Réver foi o mais regular.

Lateral-esquerdo

Armero (Palmeiras); Júlio César (Goiás); Kléber (Internacional)

Armero mostrou muito pulmão, mas caiu de produção junto com o time. Kléber melhorou na reta final, fazendo assistências importantes, mas Júlio César jogou muito por boa parte do campeonato, até ser barrado no fim.

Volante pela direita

Hernanes (São Paulo); Pierre (Palmeiras); Willians (Flamengo)

Hernanes não parecia o mesmo que venceu o Craque do Brasileirão 2008. Muita firula e pouca objetividade. Pierre ficou de fora durante um bom tempo, por contusão. Willians soube ser cão de guarda ou ponta direita, quando preciso. Além disso, fez 150 desarmes.

Volante pela esquerda

Guiñazu (Internacional); Maldonado (Flamengo); Sandro (Internacional)

Maldonado foi muito importante para o título do Flamengo. Arrumou a casa, mas jogou apenas 13 jogos, 1/3 do campeonato. Guiñazu esteve bem até a derrota na final da Copa do Brasil. Sandro foi mais regular, chamando a atenção de Dunga.

Meia-direita
Cleiton Xavier (Palmeiras); Diego Souza (Palmeiras); Souza (Grêmio)

Não entendi porque os dois palmeirenses ficaram na mesma posição. Cleiton Xavier jogou demais. A queda palmeirense coincidiu coma lesão dele, mas Diego foi a referência, fez golaços épicos. Merece.

Meia-esquerda
Conca (Fluminense); Marcelinho Paraíba (Coritiba); Petkovic (Flamengo)

Pet jogou muito em alguns jogos. Fez a diferença, mas em outros pouco foi visto, como nos dois últimos e decisivos. Marcelinho não conseguiu evitar o rebaixamento do Coxa, como fez Conca. O argentino foi espetacular. Mesmo quando o time ia mal, Conca era o único que merecia aplausos.

Primeiro atacante
Diego Tardelli (Atlético-MG); Fernandinho (Barueri); Fred (Fluminense)

Fred foi mais determinante que Tardelli. Se não fosse ele, o Flu teria ficado nas últimas posições. Fez praticamente um gol por rodada. Tardelli se destacou, mas na reta final, quando o Galo mais precisava, se omitiu.

Segundo atacante
Adriano (Flamengo); Iarley (Goiás); Ronaldo (Corinthians)

Acredito que seja unanimidade, né?

Treinador

Andrade (Flamengo); Celso Roth (Atlético-MG); Silas (Avaí)

Andrade e Silas tiveram trajetórias parecidas. Chegaram onde poucos acreditavam. A diferença foi que Silas fez isso com o Avaí.

Revelação
Fernandinho (Barueri); Giuliano (Internacional); Paulo Henrique (Santos)

O Inter sentiu muito enquanto ele estava na seleção Sub20. Ganso foi prejudicado pela campanha pífia do Santos e Fernandinho jogou apenas um turno, praticamente.

Árbitro
Héber Roberto Lopes; Leonardo Gaciba; Paulo César Oliveira

Diminuiu a marra e fez menos besteiras que nos outros campeonatos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

E o exemplo?


Preste atenção nas frases a seguir:



- Ele está na gaveta de alguém. Só dá para entender assim. Ele dar uma falta dessas (de Obina, no gol anulado). Ele deve estar fazendo favor a alguém. Não sei a que time, se quer tirar o time da Segunda Divisão. Ainda houve um pênalti vergonhoso no Danilo. O Sérgio Corrêa (presidente da Comissão Nacional de Arbitragem) não devia ter escalado esse vigarista, que vai para a Copa do Mundo. O cara assaltou o Palmeiras. É inacreditável.

- Estou dizendo que o Simon é safado, um sem vergonha e crápula.

- Adianta fazer protesto (à CBF)? A única coisa que pode se fazer é encher o cara de porrada depois de um assalto desse. O cara foi de má-fé. Ele já devia ter sido excluído do futebol.

- Ele fez de caso pensado (a anulação do gol de Obina). Eu que o encontre na rua, porque não tenho medo de ninguém. Tenho 67 anos e, se encontrar o Simon na rua, eu dou uns tapas no vagabundo.

As declarações destacadas poderiam vir de um torcedor, passional como só ele, que, com o desespero da anulação (absurda, vale destacar) do gol de Obina, do Palmeiras, na partida de ontem contra o Fluminense, perdeu as estribeiras e resolveu insultar o árbitro Carlos Eugênio Simon. Já não seria das atitudes mais cordiais.

Mas aí está o problema. As frases foram cuspidas pela boca de Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente e representante maior da instituição Sociedade Esportiva Palmeiras.

Belluzzo, desde o início de sua administração, se mostrou presente e torcedor. Em alguns jogos fora de casa, assistiu lado a lado com os torcedores na arquibancada. Nem por isso pode sair dizendo na imprensa o que bem entende sobre uma outra pessoa.

Até porque, não foi esse gol o culpado pela derrota palmeirense. O Fluminense foi superior boa parte do jogo, jogando com raça, aproveitando o apoio da sua torcida que lotou o Maracanã. Claro que o jogo seria outro, mas isso não justifica essa atitude deplorável.

O campeonato está na reta final e o Palmeiras piora a cada rodada. Mostra desinteresse e soberba. Enquanto isso, o que faz seu presidente? Ameaça árbitros... Fala sério!

G4 e título: Faltam 4 rodadas...


Analisando friamente a tabela e as próximas rodadas do Brasileirão 2009, podemos ver, evidentemente um equilíbrio sensacional, que nos garante emoção até o fim. Até o fim?

O São Paulo, líder com 59 pontos, pega Vitória em casa, Botafogo e Goiás fora e Sport em casa. O Palmeiras, vice com um ponto a menos, tem na sequência do campeonato o Sport, em casa, Grêmio, fora, Galo, em casa e, por último, Botafogo, fora. O Flamengo, desacreditado até pouco tempo, tem 57 pontos, e pega Náutico, Goiás, Corinthians e Grêmio, sendo o primeiro e o terceiro fora e os outros dois no Maracanã. O Galo, por sua vez, é quem tem a tabela mais complicada. Enfrenta Coxa, fora, Inter, em casa, Palmeiras, fora, Corinthians em casa.

O campeonato é um ponto de interrogação. Quem pontuar mais fora de casa, resultados considerados inesperados, terão mais chances de título. Acredito que a penúltima rodada será a mais decisiva. Palmeiras e Galo se enfrentam. Confronto direto. Ao mesmo tempo, Flamengo pega o Corinthians, sem mais motivação no campeonato, e o São Paulo, o Goiás no Serra Dourada. Se o time paulista vencer, terá uma mão e meia na taça.

Quanto ao G4, após o jogo de ontem, duvido da força do Atlético-MG. Por outro lado, o rival Cruzeiro mostra, nesse segunto turno, uma arrancada incrível, com algumas oscilações claro, mas que o botam como candidato ao G4. Além disso, a Raposa tem a tabela mais fácil entre os que brigam lá em cima. Grêmio, Atlético-PR, Coritiba e Santos, todos com pouca ou nenhuma ambição no campeonato,

E o Internacional? Ah, não convence ninguém...

Mais tarde analiso a briga, cada vez mais emocionante, no Z4.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Resenha: Bastardos Inglórios


Em mais um post da série OFF-topic: Trabalhos da faculdade, apresento-lhes a minha resenha sobre o mais novo filme de Quentin Tarantino, que estreia essa quinta, no Festival do Rio. Não sou especialista como meu parceiro Thiago Ortman, mas espero que vocês gostem.


Se você achava que todas as histórias e todos os filmes sobre a Segunda Guerra Mundial te deixariam com uma sensação de déjà vu, prepare-se. Em mais uma de suas super (e violentas) produções, Tarantino encanta ao público com um roteiro pra lá de inesperado, onde ficção se mistura e se separa da realidade com a mesma facilidade.


A trama começa na França, com a jovem judia Shossana (Mélanie Laurent) escapando da morte, após a ordem de fuzilamento de sua família pelo coronel nazista Hans Landa (em belíssima atuação de Christoph Watz). A menina consegue fugir, falsifica seus documentos e herda um belo cinema de seus tios em Paris.


Enquanto isso, um grupo de judeus, batizado pelos alemães de Os Bastardos, sob o comando de Aldo Rayne (Brad Pitt), aterroriza o exército nazista com emboscadas, causando a morte de vários soldados.


Do outro lado, o alto escalão nazista prepara a premiere de um documentário em homenagem à bravura de um soldado. Através de vários fatores, o local escolhido acaba sendo o cinema de Shossana, sedenta por vingança. Juntando isso com a organização d’Os Bastardos e a ajuda de uma atriz alemã como agente infiltrada, o cerco para cima de Hitler e seus comandados se fecha.


O filme prende a atenção do público de uma maneira que ignora as pirotecnias de Tarantino, apequenando-as perante o ótimo trabalho (principalmente o roteiro inovador) feito por ele. Com o final surpreendente, muitos saem pensando que às vezes seria bom ficção se misturar com realidade...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

É nossa! E agora?


Acaba de ser anunciada, em Copenhague, a escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olimpíadas de 2016. Com 66 votos contra 32 de Madrid,a cidade conquista a tão sonhada chance. Com isso, seremos o primeiro país a sediar os dois maiores eventos do esporte mundial em sequência.

Tudo bonito, tudo legal, mas a hora de começar a trabalhar é já. Tanto as Olimpíadas quanto a Copa do Mundo servirão para mostrar ao mundo que somos um país com economia ascendente e capaz de organizar eventos de grande porte (o Pan 2007, de médio porte, foi indiscutivelmente um sucesso).

A fiscalização, tanto na evolução das obras quanto nos desvio do dinheiro usado para as mesmas, será fortíssima. O que mais tem por aí é gente torcendo o nariz. Alguns pontos como transporte público e controle da violência ainda são nebulosíssimos.

De toda maneira, a hora é de festejar. Ganhamos por merecimento, com um trabalho sério e preciso de propaganda e mobilização popular. Que venha Rio2016!